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Em derrota para Trump, Justiça dos EUA protege militares transgêneros da ativa

Militares lutam para reaver cargos após se declararem trans O Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia impôs uma derrota ao governo Trump ao decidir qu...

Em derrota para Trump, Justiça dos EUA protege militares transgêneros da ativa
Em derrota para Trump, Justiça dos EUA protege militares transgêneros da ativa (Foto: Reprodução)

Militares lutam para reaver cargos após se declararem trans O Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia impôs uma derrota ao governo Trump ao decidir que é inconstitucional a proibição às pessoas transgênero de servir nas Forças Armadas dos Estados Unidos, por ter sido motivada “pelo puro desejo de prejudicar um grupo politicamente impopular”. A medida, contudo, não abrange os soldados trans que desejem se alistar. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 👉 O painel de três juízes analisou uma liminar contra o Pentágono impetrada por quatro militares que atualmente servem nas Forças Armadas e enfrentam a expulsão e atestou, por maioria de 2 a 1, que a proibição levada a cabo pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, violava os direitos constitucionais. O juiz Robert Wilkins observou que os autores do processo somam 130 anos de serviço militar e receberam mais de 80 condecorações por isso: "Serviram honrosamente e atenderam a todos os padrões militares durante a sua atividade". Ele rejeitou, portanto, a alegação do governo de que excluir os militares transgênero visava proteger a segurança nacional. “A menos que nos deixemos levar pela velha frase de Groucho Marx — 'em quem você vai acreditar, em mim ou nos seus olhos que mentem?' — temos evidências diretas neste caso de que a animosidade motivou as classificações na Política Hegseth”, escreveu o juiz Wilkins. Soldados norte-americanos. Lucas Jackson / AP Photo Estima-se que, até dezembro de 2024, 4.200 militares norte-americanos tenham sido diagnosticados com disforia de gênero. Nos primeiros dias de seu segundo mandato, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva declarando que essas pessoas “não podem atender aos padrões rigorosos necessários para o serviço militar”, referentes a prontidão, letalidade, coesão, honestidade, humildade, uniformidade e integridade. A decisão de expulsar militares com disforia de gênero foi prontamente aplicada pelo secretário de Defesa, que instruiu o Pentágono a suspender admissões de pessoas trans, desqualificando-as para o serviço militar. Como era previsto, a ordem de Trump deu início a uma batalha jurídica. Um processo chegou à Suprema Corte e, numa decisão de emergência, seus juízes entenderam que a proibição do governo poderia ser retomada, sem dar explicações. Os dois juízes do Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia analisaram que seu parecer não entra em conflito com o da Suprema Corte porque abrange apenas os militares nomeados no processo. Mas o secretário Hegseth aposta no contrário e indicou novos desdobramentos para o imbróglio jurídico. “Nos vemos na Suprema Corte”, reagiu secamente em mensagem na plataforma X. Agora no g1